Neste artigo você vai ver:
- O que é a NFS-e Nacional (nota fiscal de serviço eletrônica nacional)?
- O que mudou na emissão da nota fiscal de serviços em 2026?
- O que muda com a NFS-e nacional?
- Emissor Nacional x emissor da prefeitura: onde emitir a sua NFS-e?
- Como emitir NFS-e no Emissor Nacional (passo a passo)?
- Precisa de ajuda? Fale com a Contabilizei!
A Reforma Tributária está acelerando a padronização da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) no Brasil.
Na prática, isso significa um modelo nacional de informações, com novos campos e códigos e, em alguns municípios, a troca do emissor da prefeitura pelo Emissor Nacional.
Neste artigo você vai ver:
- O que é a NFS-e Nacional (nota fiscal de serviço eletrônica nacional)?
- O que mudou na emissão da nota fiscal de serviços em 2026?
- O que muda com a NFS-e nacional?
- Emissor Nacional x emissor da prefeitura: onde emitir a sua NFS-e?
- Como emitir NFS-e no Emissor Nacional (passo a passo)?
- Precisa de ajuda? Fale com a Contabilizei!
Algumas capitais (como Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) já estão utilizando o emissor nacional da NFSe, deixando seu antigos emissores próprios de lado, apenas para consultas do passado, e outras podem seguir o mesmo movimento.
A seguir, entenda o que muda, quem precisa se adaptar e como emitir pelo Emissor Nacional da NFS-e.
O que é a NFS-e Nacional (nota fiscal de serviço eletrônica nacional)?
A nova nota fiscal nacional é a nota fiscal emitida seguindo um padrão único de regras e layout válido em todo o Brasil e faz parte das mudanças trazidas pela Reforma Tributária.
O governo está padronizando a apresentação das informações fiscais na nota, visando reduzir as diferenças entre municípios e facilitar a fiscalização e a integração de dados.
O que mudou na emissão da nota fiscal de serviços em 2026?
A regra para emitir nota fiscal de serviço (NFS-e) mudou, e agora tudo precisa “conversar” com o Governo Federal. Existem dois caminhos para você emitir sua nota:
Emissor Nacional do Governo Federal
É um sistema online novo e padrão para o país inteiro. Cidades como Belo Horizonte e Curitiba já aderiram ao modelo, por exemplo. A vantagem é que ele já está pronto com todos os campos novos obrigatórios (como o NBS e cClassTrib).
Sistemas próprios/ site da Prefeitura
Se a sua prefeitura não mudou para o sistema nacional, você pode continuar usando o site ou software que já usava. Mas atenção: Esses sistemas municipais tiveram que se atualizar para “traduzir” a sua nota e enviar a informação na hora para o repositório nacional.
Não importa onde você clica para emitir, o resultado final é o mesmo. A grande mudança é que agora todos os dados da nota fiscal de serviço (incluindo as novas classificações como o NBS) são obrigatórios para que a nota seja válida no Brasil inteiro.
O objetivo é simples: unificar a informação. Assim, não importa em qual cidade você preste o serviço, a estrutura da sua nota será igual em todo o país, acabando com a confusão de regras diferentes.
O que muda com a NFS-e nacional?
A NFS-e Nacional unifica layout e regras fiscais. Entenda todos os detalhes abaixo.
- O layout e as regras ficam padronizados
Com o Padrão Nacional da NFS-e, a estrutura da nota passa a seguir um conjunto unificado de informações no país. Isso aumenta a consistência dos dados e facilita a fiscalização, as integrações e a conformidade.
Importante: a padronização não muda o tipo de nota. Ou seja, a nota de serviço continua sendo NFS-e, enquanto produtos continuam utilizando NF-e/NFC-e.
- Novos tributos (CBS e IBS) passam a aparecer na nota
Com a Reforma Tributária, entram novos impostos que aos poucos vão substituindo integralmente os antigo (PIS, Cofins, ISS e ICMS) ao longo da transição:
Em 2026, eles serão apresentados em caráter informativo, como uma fase de testes, com alíquotas simbólicas, para empresas do Lucro Presumido e Real.
O próprio emissor vai automatizar este destaque, baseando-se no regime tributário e operação da empresa, bem como pela utilização de novos códigos fiscais, que identificam a operação e sua tributação.
- Novo código nacional: o NBS
Um dos impactos mais visíveis no dia a dia é a adoção do NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços) na NFS-e. O NBS é um sistema de classificação padronizado, composto por 9 dígitos, utilizado para identificar e organizar todas as atividades de serviços no Brasil.
É através deste código que o sistema identifica se o seu serviço possui algum benefício fiscal, alíquota reduzida (comum em setores como educação e saúde) ou se está sujeito a regimes específicos, evitando erros de cálculo que poderiam gerar multas ou pagamentos indevidos. Se o NBS for informado incorretamente, você pode acabar classificando o serviço de forma errada e isso pode refletir na tributação e nas obrigações acessórias.
Para consultar o NBS da sua atividade, o caminho mais direto é consultar a Tabela de Correlação disponível no Portal NFS-e Nacional. Essa tabela cruza os itens de serviço com os códigos NBS correspondentes.
Neste primeiro momento de adaptação, ele coexiste com os demais códigos já utilizados para facilitar a transição.
- Novos campos/códigos fiscais ganham importância (CST e cClassTrib)
Além do NBS, que identifica a natureza técnica da atividade, ganham destaque o CST (Código de Situação Tributária), que indica o tratamento tributário (tributação integral, redução, isenção etc.) e cClassTrib, um código de 6 dígitos que funciona como uma “chave” de enquadramento fiscal para o serviço.
Esses códigos exigem preenchimento manual e passam a fazer parte do “motor” de tributação do novo padrão, onde o NBS correto é o que engatilha a aplicação do CST e cClassTrib adequado.
- INDOP (ou cIndOp) – Indicador da Operação
O INDOP (ou cIndOp) significa Indicador da Operação e é um código de 6 dígitos que identifica a “lógica” de fornecimento do serviço para fins fiscais. No novo padrão da NFS-e Nacional (em vigor agora em 2026), ele é o campo que informa ao fisco a natureza da operação tributária prevista na Lei Complementar 214/2025.
Se o NBS diz “o que” você faz, o INDOP diz “onde e como” a incidência do imposto deve ser aplicada.
O INDOP serve para três coisas principais:
- onde o imposto deve ser cobrado: ajuda a definir se o imposto será cobrado no endereço de quem vende o serviço ou no endereço de quem compra, o que é uma grande mudança da Reforma Tributária.
- cálculo automático de impostos: é a informação que o sistema do governo precisa para calcular automaticamente o valor correto do novo imposto (IBS/CBS). Você só fornece o código, e o sistema faz o cálculo.
- controle de créditos: indica se a pessoa que está comprando o serviço tem direito a usar o valor do imposto como “crédito” (desconto) em compras futuras.
Para descobrir o INDOP correto, é necessário consultar o Anexo VIII do Portal Nacional da NFS-e, que traz a tabela de correlação completa. Geralmente, os sistemas de gestão já vinculam o INDOP automaticamente quando você seleciona o NBS do serviço e o perfil do cliente, mas é essencial revisar essa parametrização para garantir que o imposto não seja destinado ao município errado.
Quem precisa se adaptar e quando?
De forma geral, todo prestador de serviços que emite NFS-e precisa se adequar ao padrão nacional para continuar emitindo notas autorizadas e garantir a correta classificação pelo NBS .
A diferença está no destaque de CBS/IBS, que varia por regime:
- Lucro Presumido/Lucro Real (Regime Normal): precisa destacar CBS e IBS já em 2026 (em fase de testes de 0,9% e 0,1%, respectivamente , exigindo correlação imediata entre NBS e os novos campos.
- Simples Nacional: usa o novo padrão, mas o destaque de CBS/IBS passará a ser obrigatório apenas em 2027.
- MEI: obrigação ampliada de emissão em todas as operações prevista para 2027.
Além disso, 2026 é tratado como um ano de transição. Assim, há medidas para permitir adaptação de empresas e sistemas, e o próprio ecossistema de emissão (prefeituras, Emissor Nacional e softwares) está sendo ajustado. E espera-se que, ajustado também, para que o preenchimento do NBS automatize a escolha do CST e do cClassTrib.
É fundamental validar seus códigos NBS agora, pois uma classificação técnica errada neste ano resultará em cálculos incorretos de IBS/CBS quando a transição terminar.
Emissor Nacional x emissor da prefeitura: onde emitir a sua NFS-e?
A grande dúvida costuma ser: “vou emitir pelo Emissor Nacional?” Resposta: depende do seu município.
Você pode estar em um destes cenários:
- Emite pela Contabilizei (ou outro sistema integrado de contabilidade)
- Em geral, você continua emitindo normalmente.
- A principal mudança “visível” pode ser a presença do NBS no preenchimento (muitas vezes já configurado).
- Emite pelo portal da prefeitura
- Se o município aderiu ao Emissor Nacional, a emissão passa para o portal nacional.
- Se o município apenas aderiu ao sistema nacional, mas manteve o seu próprio programa para emitir notas, ele precisa adaptar esse programa ao padrão nacional e disponibilizá-lo para os contribuintes.
Dica prática: consulte a orientação no site da sua prefeitura (algumas cidades podem ter períodos temporários de transição).
Como emitir NFS-e no Emissor Nacional (passo a passo)?
Abaixo, um fluxo prático de como emitir nota fiscal de serviços em 2026 no Portal Nacional. Mas antes, um detalhe importante:
- Se você tem Certificado Digital PJ válido: Você geralmente não precisa fazer cadastro, basta escolher “Acesso com Certificado Digital”. Vale lembrar que o certificado precisa estar instalado no computador
- Se você vai acessar com login e senha (primeiro acesso): No Emissor Web, clique em “Fazer Primeiro Acesso”, preencha os dados solicitados, valide com informações como Título de Eleitor (ou recibos do IRPF, quando aplicável), cadastre e-mail e crie senha. Confirme com o código enviado por e-mail.
1. Acesse o Portal de Gestão NFS-e – Contribuinte
Acesse com certificado digital ou com usuário e Senha, e clique em Emitir Nova NFS-e.
2. Preencha a Data de Competência
Informe a data de competência (quando o serviço foi prestado) e selecione “Prestador” para carregar os dados da empresa.
3. Selecione o Regime de Apuração
- Para Simples Nacional: selecione o regime do Simples.
- Para Lucro Presumido: selecione o regime correspondente conforme orientação do seu contador/sistema (e atenção aos campos de retenções federais, quando aplicável).
4. Informe o Tomador do serviço
Escolha:
- Brasil
- Exterior
- Tomador não informado (quando não tiver dados)
Ao informar CPF/CNPJ, o sistema tende a puxar os dados automaticamente.
5. Informe o serviço e selecione o NBS
- Indique a cidade/local de prestação
- Escolha/indique a atividade
- Responda se é caso de exportação, imunidade ou não incidência do ISS
- Em “Discriminação dos Serviços”, descreva o que foi prestado Exemplo: “Serviços prestados em [atividade] no período de [mm/aaaa]. Pagamento via PIX no CNPJ XX.XXX.XXX/XXXX-XX.”
- Selecione o NBS correspondente ao serviço
6. Valores e ISS retido
Informe o valor do serviço e marque se há retenção de ISS. Isso vai depender da operação e da legislação, por isso, valide com seu contador.
7. Tributação federal (diferenças por regime)
- Simples Nacional: normalmente os campos federais podem ficar em branco.
- Lucro Presumido: pode ser necessário preencher retenções (PIS/Cofins/IRRF/CSLL), quando houver.
8. Valor aproximado dos tributos
- No Simples, costuma existir a opção de “Informar alíquota do Simples Nacional” para preenchimento automático/assistido.
- No Lucro Presumido, pode ser necessário configurar percentuais conforme orientação contábil.
9. Revise e emita
Revise tudo e clique em “Emitir NFS-e”.
Precisa de ajuda? Fale com a Contabilizei!
A Contabilizei está acompanhando todas as mudanças da Reforma Tributária e pode apoiar a sua empresa neste período de transição. Somos o maior escritório de contabilidade do Brasil. Nosso time de contadores certificados já impacta a rotina de mais de 70 mil profissionais. Fale com um de nossos especialistas e saiba como podemos te ajudar.
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Escrito por:
Charles Gularte
Contador técnico e responsável na Contabilizei. Charles Gularte é vice-presidente de Operações da Contabilizei desde 2015, responsável técnico da empresa e contador há mais de 20 anos (CRC PR-045113/O-7). Atualmente é líder do maior time de contadores certificados do Brasil, onde garante um modelo operacional escalável e sustentável, que entrega serviço, atendimento e suporte com excelência a mais de 70 mil micros e pequenos empreendedores. Formado em Ciências Contábeis pela FAE Centro Universitário e com MBA em Gestão Empresarial, Administração e Negócios pela FGV, iniciou a carreira em um escritório de contabilidade e seguiu para o mundo corporativo, onde é referência profissional quando se trata de uma rotina contábil segura, transparente e confiável no país.