O salário é a remuneração paga aos empregados de uma empresa e está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Já o pró-labore corresponde à remuneração dos sócios que exercem atividades na gestão do negócio ou atuam como administradores legais.
Os salários devem obrigatoriamente seguir as regras da CLT e servem como base para direitos e benefícios trabalhistas e previdenciários, como aposentadoria, 13º salário, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e INSS (Previdência Social). Além disso, o salário não pode sofrer redução e é sobre esse valor que incidem os descontos de INSS e de IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física).
Já o valor do pró-labore geralmente é definido no momento da formalização da empresa e acordado entre os sócios. A legislação não determina um valor específico de pró-labore, porém, essa remuneração deve ser de, no mínimo, o salário mínimo nacional vigente no ano, podendo variar conforme a participação de cada sócio na gestão e na operação do negócio.
Do ponto de vista contábil, tanto os salários (registrados na folha de pagamento) quanto o pró-labore são considerados custos da empresa. A principal diferença é que o pró-labore tende a ser um custo fixo, pois é previamente definido para o exercício fiscal, enquanto os salários são classificados como custos variáveis, já que podem sofrer alterações ao longo do tempo em função de contratações, desligamentos e pagamento de horas extras.
Importante: a partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor a lei nº15.270/2025, conhecida como Reforma da Renda, que altera as regras do Imposto de Renda Pessoa Física. A principal mudança estabelecida pela lei é a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil por mês, o que pode impactar diretamente os descontos aplicados sobre salários e pró-labore.
Saiba mais sobre as mudanças nestes dois artigos: “Isenção de Imposto de Renda até 5 mil: o que muda para o profissional PJ e quem declara dividendos?” e “Isenção do Imposto de Renda até 5 mil: o que muda para o profissional CLT e demais pessoas físicas?”.
Por fim, tanto a política salarial quanto a definição do pró-labore devem ser tratadas de forma estratégica, pois influenciam diretamente a sustentabilidade e a saúde financeira do negócio. Ter uma estrutura de remuneração alinhada à realidade da empresa é fundamental para garantir equilíbrio financeiro e crescimento no longo prazo.
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